Coronavírus: Brasil torna-se o segundo país a ultrapassar 100.000 mortes

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O número de pessoas que morreram com COVID-19 no Brasil disparou recentemente – com o coronavírus levando três meses para matar 50.000 pessoas, e depois apenas 50 dias para matar as próximas 50.000.

O presidente Jair Bolsonaro – que contraiu o coronavírus no mês passado – minimizou a gravidade da pandemia e lutou contra os bloqueios de autoridades locais.

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Os Estados Unidos é o único país que registrou mais mortes do que o Brasil até agora, com 162.425. O México está atrás do Brasil com 52.006 e 46.651 no Reino Unido, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Muitos brasileiros protestaram todas as noites em suas janelas nos primeiros meses do surto, e os manifestantes marcaram o último marco de mortes projetando “100.000 vítimas do Bolsonaro” em um prédio no Rio de Janeiro.

Jair Bolsonaro says his condition has improved since having treatment
Jair Messias Bolsonaro testou positivo para o Coronavírus mês passado.

“Devíamos viver em desespero, porque esta é uma tragédia como uma guerra mundial – mas o Brasil está sob anestesia coletiva”, disse o Dr. Jose Davi Urbaez, membro sênior da Sociedade de Doenças Infecciosas.

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Ele e outros especialistas em saúde pública alegaram que o Brasil ainda não tem um plano coordenado para combater a pandemia, já que muitos funcionários se concentram na “reabertura”.

O ministério da saúde confirmou 49.970 novos casos confirmados e 905 mortes no sábado nas 24 horas anteriores, elevando o número de casos para mais de três milhões e o número de mortos para 100.477.

A Suprema Corte e o Congresso do Brasil, instituições que criticaram a forma como Bolsonaro lidou com a pandemia, declararam respectivamente três e quatro dias de luto nacional pelos 100 mil mortos.

O presidente não comentou publicamente.

TOPSHOT - A projection on a building honouring the 100,000 victims who died of the novel coronavirus COVID-19 in Brazil reads "100,000 Victims of (Brazilian President Jair) Bolsonaro" as the country became the second in the world to pass the grim milestone, in Botafogo neighbourhood in Rio de Janeiro, Brazil, on August 8, 2020. - Just a day after Latin America and the Caribbean became the hardest-hit region in the global pandemic, Brazil reported a total of 100,477 fatalities, joining the United States as the only two countries to surpass the six-digit death mark. (Photo by Mauro PIMENTEL / AFP) (Photo by MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Protesto no Rio de Janeiro.

Dois ministros da saúde, ambos médicos, pediram demissão devido a divergências com o presidente.

Bolsonaro, que chamou o COVID-19 de “pequena gripe”, diz que se recuperou da própria infecção graças à hidroxicloroquina – um medicamento antimalárico que ainda não foi comprovado contra o coronavírus.

A droga não é mais usada no tratamento de emergência para coronavírus nos Estados Unidos, com as autoridades considerando seus benefícios não comprovados “não superam os riscos conhecidos e potenciais” – citando relatos de complicações cardíacas.

Desde então, Bolsonaro testou negativo para a doença, mas sua esposa testou positivo recentemente.

Traduzido e adaptado por equipe Saibama.is

Fonte: Sky News

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