Livro de Woody Allen causa polêmica com Editora

Uma editora americana cancelou os planos de publicar um livro de memórias de Woody Allen, o premiado diretor de cinema que foi acusado de abuso sexual.

O Hachette Book Group (HBG) agiu na sexta-feira um dia depois que seus funcionários fizeram uma paralisação em Nova York e Boston para protestar contra a publicação.

O filho e a filha de Allen, Ronan e Dylan Farrow, haviam condenado o acordo.

Ronan Farrow, que é jornalista, escreveu um livro para a HBG no ano passado sobre como homens poderosos evitam punições por má conduta.

Farrow vai contra editora pela memória de Allen.

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Sr. Farrow é filho de Allen com a atriz Mia Farrow.

Sua irmã adotiva, Dylan Farrow, acusou Allen de abusar sexualmente dela em 1992, quando ela tinha sete anos de idade. Ele negou a alegação, que foi investigada na época, mas não levou a acusações criminais.


Uma declaração da porta-voz da HBG, Sophie Cottrell, considerou a decisão de eliminar a autobiografia de Allen – a propósito do nada – “difícil”.

Alegando seriedade no relacionamento entre editora e autor, Hachette diz que não costumam cancelar livros, e que continuarão a publicar livros considerados desafiadores.

Ela disse que foram realizadas sessões de escuta com membros da equipe, o que levou a editora a “concluir que não seria possível avançar com a publicação”.

A editora também planeja devolver os direitos a Allen, acrescentou o comunicado.

O diretor vencedor do Oscar escreveu e dirigiu clássicos do universo cult, incluindo Annie Hall e Manhattan.

Allen perdeu um contrato de quatro filmes com a Amazon em novembro passado, depois de uma entrevista na qual defendeu Harvey Weinstein, magnata de Hollywood, que foi condenado no mês passado por dois ataques sexuais.

Traduzido e adaptado por equipe Saibamais.
Fonte: BBC.
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