China exige resposta dos Estados Unidos sobre alegações de hackers da CIA

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O Ministério das Relações Exteriores da China pediu aos EUA uma “explicação clara” depois de alegações de que a CIA havia invadido alvos na China há pelo menos 11 anos.

As alegações foram feitas pela Qihoo, uma conhecida empresa de cibersegurança com sede em Pequim.

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A empresa disse ter encontrado evidências de malware sugerindo que a CIA tinha como alvo companhias aéreas, companhias de petróleo e agências governamentais.

A BBC entrou em contato com a CIA para comentar.

A Qihoo disse que analisou código malicioso e encontrou semelhanças entre ele e informações sobre as supostas ferramentas de hackers da CIA, publicadas três anos atrás.

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Entre outros alvos alegados da campanha de hackers estavam empresas de internet, instituições científicas e empresas de energia.

“Especulamos que nos últimos 11 anos de ataques de infiltração, a CIA pode já ter captado as informações comerciais mais classificadas da China, mesmo de muitos outros países do mundo”, acrescentou Qihoo.

Nos últimos anos, nos acostumamos a empresas privadas de cibersegurança e, a seguir, a governos ocidentais, pedindo espionagem por outros estados – com a China frequentemente na linha de fogo.

Muitas empresas privadas de segurança cibernética ainda têm receio de vincular publicamente um grupo de hackers em particular a um estado estrangeiro.

Este novo relatório é um sinal de que as empresas chinesas estão dispostas a revidar nos EUA e na CIA.

Uma coisa que facilita isso para eles é o fato de a CIA ter perdido o controle de algumas de suas ferramentas de hackers mais sensíveis, vazadas na web.

Isso permitiu que outras pessoas os reconhecessem sendo usados ​​pela CIA – ou, talvez, por pessoas que os usassem para implicar falsamente os EUA.

Às vezes, os relatórios de empresas de cibersegurança dos EUA parecem ter se encaixado na política dos EUA. O mesmo pode ser verdade neste caso, pois a China procura recuar.

Traduzido e adaptado por equipe Saibamais.

Fonde: BBC.

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