Brasil é vítima de mancha ambiental e sofre com as ameaças ao Pantanal e Amazonas

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O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, defendeu a atuação de seu governo na proteção da floresta amazônica, dizendo no encontro virtual das Nações Unidas com líderes globais na terça-feira que seu país foi erroneamente retratado como um vilão ambiental. Os críticos de Bolsonaro foram rápidos em separar suas afirmações.

Como primeiro palestrante no debate geral da Assembleia Geral da ONU, seguindo a tradição do líder brasileiro, Bolsonaro disse que o setor do agronegócio da nação sul-americana conseguiu impulsionar as exportações agrícolas para alimentar uma população mundial em crescimento, o que o tornou um alvo.

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A preocupação internacional, especialmente após os incêndios do ano passado, levou os investidores a se distanciarem do aumento do desmatamento e pressionar o governo de Bolsonaro a tomar mais medidas.

Bolsonaro assumiu o cargo em 2019 prometendo abrir mais a Amazônia para o desenvolvimento, como agricultura e mineração.

Nesta foto cedida pela Organização das Nações Unidas, Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, fala em mensagem pré-gravada durante a 75ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, terça-feira, 22 de setembro de 2020, na sede da ONU em Nova York. A primeira reunião virtual da ONU de líderes mundiais começou terça-feira com discursos pré-gravados de algumas das maiores potências do planeta, mantidos em casa pela pandemia do coronavírus, que provavelmente será um tema dominante em seu encontro de vídeo deste ano. (Rick Bajornas / ONU via AP)

Na primeira aparição de Bolsonaro na assembleia em 2019, ele deu um tom desafiador, criticando a mídia e o socialismo. Ele declarou a soberania brasileira sobre a Amazônia e denunciou o que chamou de “ambientalismo radical”.

Em maio, Bolsonaro encarregou o exército de proteger a floresta tropical. Dois meses depois, ele proibiu a criação de incêndios agrícolas e florestais por 120 dias, quando o país entrou na estação seca. 

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A lei brasileira exige licenças para incêndios para limpar arbustos e abrir terras para agricultura, pecuária ou extração de madeira, mas a exigência é amplamente ignorada.

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O desmatamento na região amazônica do Brasil pode ter atingido um máximo de 14 anos nos 12 meses até julho, de acordo com dados preliminares publicados no mês passado pela agência espacial do país. Os dados finais serão divulgados nos próximos meses.

O Pantanal brasileiro também sofre

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Pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro. (Rick Bajornas / ONU via AP)

Os incêndios cresceram descontroladamente no Pantanal brasileiro, a maior área úmida tropical do mundo, com o número de incêndios ultrapassando 16.000 até agora em 2020 – consideravelmente mais do que qualquer ano completo registrado, desde 1998.

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Bolsonaro também defendeu a resposta de seu governo à pandemia COVID-19 diante da ONU, destacando a distribuição de dinheiro de emergência para 65 milhões de brasileiros de baixa renda e o apoio financeiro para pequenas e micro empresas para mantê-las à tona em meio a uma crise econômica esmagadora.

Traduzido e adaptado por equipe Saibamais

Fonte: AṔNews

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