Apoiadores interrompem testes brasileiros de vacina chinesa

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A agência reguladora de saúde do Brasil suspendeu os testes clínicos da potencial vacina contra o coronavírus CoronaVac, citando um “evento adverso sério”.

Os adversários do presidente Jair Bolsonaro disseram temer que a decisão – postada na noite de segunda-feira no site da Anvisa – tenha sido motivada não pela ciência, mas pela hostilidade política do líder ao país e ao estado envolvidos na produção da vacina candidata.

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A vacina potencial está sendo desenvolvida pela empresa biofarmacêutica chinesa Sinovac e, no Brasil, seria produzida principalmente pelo Instituto Butantan, estatal de São Paulo. 

Apoiadores interrompem testes brasileiros de vacina chinesa
(AP Photo / Andre Penner)

Cerca de 10.000 voluntários participam dos testes de fase três em um dos países mais afetados pelo COVID-19.

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Autoridades de saúde do estado de São Paulo disseram em entrevista coletiva na terça-feira que a Anvisa enviou um único e-mail às 20h40 dizendo que os exames deveriam ser suspensos. 

Eles também disseram que o incidente com um dos voluntários do ensaio não estava relacionado aos ensaios.

Apoiadores interrompem testes brasileiros de vacina chinesa
(AP Photo / Andre Penner)

A Anvisa não descreveu o evento de 29 de outubro que motivou a paralisação. Mas seu presidente, Antonio Barra Torres, um aliado próximo do Bolsonaro, negou na terça-feira que a política estivesse envolvida, chamando-a de uma “decisão puramente técnica”.

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Ele disse que os julgamentos serão retomados somente após uma revisão internacional independente do caso.

O CoronaVac está sendo testado em sete estados brasileiros, além do distrito federal onde fica a capital Brasília.

Apoiadores interrompem testes brasileiros de vacina chinesa
(AP Photo / Andre Penner)

O governador de São Paulo, João Doria, participa de coletiva de imprensa apresentando uma vacina experimental COVID-19 que está sendo testada em parceria com a empresa farmacêutica chinesa Sinovac em São Paulo, Brasil, segunda-feira. 

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O secretário acrescentou que quase todos os voluntários que receberam duas doses da vacina produziram anticorpos que protegem as pessoas do vírus.

São Paulo também está importando matéria-prima para produzir 40 milhões de tiros CoronaVac, que deve começar a chegar no dia 27 de novembro.

Traduzido e adaptado por equipe Saibamais

Fonte: APNews

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