A maioria dos microplásticos no Ártico não vem do lixo – eles vêm de nossas roupas

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Os microplásticos estão por toda parte. Esses minúsculos fragmentos de plástico podem ser encontrados nos oceanos, infiltrando-se nos animais, nos alimentos que comemos e até mesmo em nossos filhos.

A proliferação se estende desde o pico mais alto do mundo até o início da própria vida. Mesmo a distância das regiões polares da Terra não oferece abrigo contra a tempestade – e novas pesquisas ajudam a explicar de onde vem essa inundação infinita de detritos microplásticos.

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Para entender melhor a situação como um todo, veja a seguir um vídeo produzido pela ONU Brasil sobre o problema do plástico no mundo:

 

Em um novo estudo conduzido pelo pesquisador de poluição dos oceanos Peter Ross da Ocean Wise Conservation Association no Canadá, os cientistas analisaram a distribuição de microplásticos no Oceano Ártico, amostrando os contaminantes na água do mar próxima à superfície em 71 locais no Ártico Europeu e Norte-Americano, incluindo o Pólo Norte.

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Além da amostragem próxima à superfície – coletando microplásticos em profundidades de 3 a 8 metros (10 a 26 pés) – os pesquisadores também coletaram amostras em profundidades muito menores no Mar de Beaufort, ao norte do Alasca e Canadá, coletando microplásticos em profundidades tão baixas como 1.015 metros (3.330 pés) na coluna de água.

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Embora já se saiba que os microplásticos permearam os confins mais remotos do mundo, os mecanismos subjacentes à sua distribuição e a escala de contaminação permanecem obscuros, dizem os pesquisadores.

Aqui, a equipe usou espectrometria de infravermelho com transformada de Fourier para confirmar uma contagem média em todo o Ártico de aproximadamente 40 partículas microplásticas por metro cúbico de água do oceano, com a grande maioria sendo fibras microplásticas (92,3%), das quais quase três quartos (73,3%) eram poliéster.

Mas isso não é tudo

A maioria dos microplásticos no Ártico não vem do lixo - eles vêm de nossas roupas
Foto: Reprodução/ Internet.

Em suma, os pesquisadores acreditam que as fibras de poliéster são enviadas para o Oceano Ártico oriental do Oceano Atlântico e, possivelmente, também através do transporte atmosférico do sul, se quebrando em pedaços menores à medida que se degradam e se movem para o Ártico ocidental.

O culpado, sugere a equipe, são as fibras têxteis nas águas residuais domésticas, com o poliéster e as fibras sintéticas sendo eliminadas das roupas quando lavadas, antes de passarem pelos cursos d’água que transportam os contaminantes para o oceano.

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De acordo com as estimativas dos pesquisadores, um único item de vestuário pode liberar milhões de fibras durante uma lavagem doméstica típica, e as estações de tratamento de águas residuais podem liberar mais de 20 bilhões de microfibras anualmente.

Essas estimativas seguem relatos de um grande número de microfibras sendo eliminado por vários têxteis na lavanderia doméstica e uma predominância de microfibras sintéticas em águas residuais municipais.

Traduzido e adaptado por equipe Saibamais

Fonte: ScienceAlert e Nature Comunications

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