3 Heróis da vida real que mudaram a cultura mundial!

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Batman, Homem de Ferro, Capitã Marvel, Rorschach, tem tantos heróis fictícios, que tem um pra cada gosto. Gosta de piadista mais infantil? Tem homem-aranha, prefere um piadista mais “dark”? Deadpool. Enfim, não importa seu gosto, vai ter um herói que te agrade.

Mas, será que é só na ficção que temos heróis? Na vida real não existe nenhum “Tony Stark”, um “gênio, bilionário, playboy e filantropo”? Claro que existem! Pessoas que mudaram a cultura, serviram de exemplo e foram verdadeiros heróis!

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Nossos heróis da vida real não tiveram um “Lex Luthor” pra derrotar, nem mesmo um “Thanos”. Mas, foram tantos “vilões” que assolaram nossa sociedade no decorrer dos anos. Racismo, discriminação, e tantos outros que nos ameaçaram.

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Fonte: Imagem Internet

Ainda bem que se levantaram heróis, verdadeiros guerreiros, afinal “que homem é o homem que não torna o mundo melhor?” – Cruzada.

Martin Luther King Jr

Negros com banheiro separado dos brancos, não só banheiros, mas bebedouros e quase tudo com separação entre negros e brancos, uma discriminação racial extrema. Foi nesse contexto que Martin Luther King Jr nasceu, em 1929.

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Pastor da igreja batista, foi um dos principais líderes negros na luta contra essa realidade. Um ativista político que lutava por salários dignos, mais postos de trabalho para a população negra, enfim, por uma igualdade.

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Se você pensa que foi apenas em favor dos negros que ele lutou, está enganado. Ele defendeu os direitos das mulheres e se mostrou contra a Guerra do Vietnã.

Nascido em Atlanta, no dia 15 de janeiro de 1929, Martin Luther King Jr se formou em sociologia em 1948, na “Morehouse College”, seus estudos não pararam por aí e, em 1951, concluiu o Seminário Teológico Crozer, e ainda em 1955 fez o doutorado em Teologia Sistemática, na universidade de Boston.

Em 1955, depois da prisão de Rosa Parks, uma mulher negra que se recusou a ceder o lugar a um homem branco no onibus, Marthin Luther King Jr foi um dos líderes ao boicote aos ônibus da cidade de Montgomery.

O boicote durou 382 dias e foi vitorioso, tornando ilegal a discriminação racial em transportes públicos, vitória que custou uma prisão, casa bombardeada e diversos atentos à vida desse herói.

Martin Luther King Jr foi integrante da “Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor” (NAACP, sigla em inglês). Ele se casou com Coretta Scott King e teve quatro filhos, morreu assassinado em 4 de abril de 1968, enquanto se preparava para mais uma marcha civil.

Com uma filosofia de não violência e desobediência civil, assim como Mahatma Gandhi durante a independência da Índia, Martin Luther King Jr foi um herói, lutando contra a vilania da discriminação, o homem morreu, mas seu legado ainda vive e o discurso “eu tenho um sonho” ainda ecoa, trazendo ânimo, força e servindo de exemplo!

William Wilberforce

“O Deus Todo-poderoso colocou diante de mim dois grandes objetivos, a supressão do tráfico de escravos, e a reforma de costumes (moralidade)”. – Willia Wilberforce

Em um Estado que possuía o monopólio do comércio de escravos negro, durante o século 18, uma população que se beneficiava e aceitava a escravidão, William Wilberforce se destacou como um dos heróis que lutaram contra essa realidade.

Filho de uma família rica, de comerciantes, William Wilberforce nasceu em 24 de agosto de 1759, na cidade de Hull, Inglaterra. Se você pensa que ser filho de uma família rica de comerciantes o ajudou, bem, não foi bem assim. Os comerciantes eram desprezados, tanto pela aristocracia como pelos proprietários de terras.

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Órfão de pai aos nove anos de idade, ele passou a ficar grandes períodos com os tios, em Londres. William teve contato com um líder famoso em sua época, um ex-capitão de navio de escravos, John Newton, de quem William Wilberforce teve conhecimento da crueldade do tráfico de escravos da África.

Apenas a título de curiosidade, sabe aquela música que toca quase sempre em filme, em velórios, “Amazing Grace”? Pois é, composição de John Newton.

William Wilberforce estudou em uma escola em Pocklington, aceito no St. John’s College, na universidade de Cambridge, no ano de 1776. Foi lá que ele decidiu se dedicar à política, sendo eleito representante de seu povoado, com apenas 21 anos de idade.

Com duas cadeiras vagas, no distrito de York, William Wilberforce resolveu concorrer, afinal, uma vitória daria pra ele uma posição com muito mais influência parlamentar, isso ocorreu em 1783.

Após um discurso eloquente que prendeu a atenção de quatro mil pessoas, Wilberforce ganhou a eleição. Perito em usar sagacidade e sarcasmo para destruir os pontos de vista de seus adversários, sua influência só foi crescendo, de forma que ele era convidado para participar dos círculos mais elevados, participava de segredos exclusivos de ministros e amigo íntimo do primeiro-ministro.

Em 1786. Um bispo morávio, James Ramsey, solicitou a Wilberforce que a abolição fosse levada à Câmara dos Comuns do Parlamento. Com incentivo do primeiro-ministro, Wilberforce concordou em investigar o problema.

Uma das bases da economia inglesa do final do século XVII, poucos conheciam os horrores da Passagem Intermediária (Middle Passage), ou da travessia do Atlântico nos navios negreiros. Onde um de cada quatro escravos morria.

Em 1787, Wilberforce escreveu: 

“Tão enorme, tão pavorosa, e tão irremediável se manifestava a maldade deste tráfico, que fiquei totalmente convencido a favor da abolição… Fossem quais fossem as conseqüências, deste momento em diante determinei que nunca mais descansaria enquanto não conseguisse sua abolição.

Não é só Thanos que da trabalho aos heróis. A primeira batalha de Wilberforce foi para criminalizar o tráfico, para que não fossem mais enviados escravos pela África. Com seus “super amigos” William Pitt, Edmund Burke e Charles Fox, Wilberforce pensou que conseguiria uma vitória fácil.

Mas, nem tudo são rosas na vida de Wilberforce, em 1788, Wilberforce ficou doente, afinal, a luta estava sendo longa e sacrificada. Parecia ser o fim da vida do jovem de, apenas 29 anos. Embora não tenha sido seu fim, por muitos anos ele teve que usar uma estrutura metálica para manter seu corpo em pé.

Atacado fisicamente, apenas em 1789 ele conseguiu levar sua proposta de criminalização ao tráfico negreiro a Câmara dos Comuns. Wilberforce discursou por três horas e meia, em uma reunião que durou cinco.

Derrotado em 1790, 1791, 1792. Vieram guerras contra Napoleão, desviando a atenção do Parlamento. Wilberforce não desistiu, mesmo sendo desacreditado, até por amigos pessoais.

Apenas em 1807 que veio a recompensa, com sua primeira vitória concreta e a abolição do tráfico. Wilberforce continuou sua luta até 1824, quando fez seu último discurso e transmitiu seu legado à geração mais nova.

Em 1833 a escravidão foi abolida completamente e Wilberforce morreu três dias depois de saber dessa notícia.

Malala Yousafzai

A mais nova a ganhar um prêmio Nobel da paz, Malala Yousafzai, ficou conhecida depois de ser baleada na cabeça por talibãs, enquanto saía da escola, em outubro de 2012. Na época, ela tinha só 15 anos de idade.

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Sabe qual a razão disso? O crime bárbaro que ela cometeu pra merecer esse castigo? Ela cometeu a atrocidade de se manifestar contra a proibição dos estudos para mulheres em seu país.

Em 2008, o líder talibã da região da cidade do Vale Swat exigiu que as escolas interrompessem as aulas para as mulheres, por um mês. Nessa cidade que Malala cresceu.

O pai de Malala era dono da escola onde ela estudava, ao ser perguntado se os jovens estariam dispostos a falar sobre o assunto, Malala criou o blog “Diário de uma estudante paquistanesa”, onde ela falava de seu amor pelos estudos e as dificuldades encontradas no Paquistão.

Malala utilizava um pseudônimo, que não durou muito e em poucos meses a identidade de Malala foi revelada e ela começou a dar entrevistas para TVs e jornais.

Pouco depois que os talibãs perderam o controle do Vale Swat, veio o ataque à Malala, com a desculpa dela ser uma ameaça contra o Islã. Ela precisou de uma cirurgia e foi transferida para o Reino Unido.

Recuperada, em 2014, com 17 anos, Malala foi a mais jovem a ganhar um prêmio Nobel da Paz. Hoje ela vive com sua família na Inglaterra e deseja voltar ao seu país para entrar na política e mudar a realidade atual.

E o que dizer de policiais, bombeiros e, inclusive, garis? Verdadeiros heróis do dia a dia, heróis que sem capa, heróis que não voam e nem leem mentes. Mas lutam contra a tirania do preconceito, da violência. Que limpam nossas cidades, sem falar dos heróis que cedem seus lugares aos idosos no ônibus, aqueles que ajudam quem precisa.

Seja você um herói, mesmo nas atitudes simples.

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